sábado, 21 de março de 2009
Lista de escândalos no Brasil - Wikipédia
Esta é uma Lista de Escândalos políticos no Brasil.
Fatos políticos marcantes chamados de escândalos, grandes investigações, leis controversas, e diversas outros fatos serão listados aqui.
Os casos estão listados de acordo com a data do fato investigado ou acontecido.
Índice
Anos 70
- Caso Wladimir Herzog (outubro de 1975)
- Caso Lutfalla
- Caso Atalla
- Caso Abdalla
- Cassações dos Parlamentares no Governo Geisel (1975-1977)
- Caso Manuel Fiel Filho (janeiro de 1976)
- Primeiro Caso Econômico (Ministro Ângelo Calmon de Sá acusado de passar um gigantesco cheque sem fundos)
- Lei Falcão (1976)
- Pacote de Abril (1977)
- Grandes Mordomias dos Ministros no Governo Geisel
- Caso Halles
- Caso BUC
- Caso Eletrobrás
- Caso Áurea
- Caso UEB/Rio-Sul
- Caso Lume
- Caso Ipiranga
- Caso Dow Química
- Caso Nigeriano
- Caso Tama
- Caso Cobec
- Caso Coscafé
Anos 80
- Caso Capemi
- Caso do Grupo Delfim
- Caso Baumgarten
- Escândalo da Mandioca
- Escândalo da Proconsult
- Escândalo das Polonetas
- Escândalo do Instituto Nacional de Assistência Médica do INAMPS
- Caso Coroa-Brastel
- Escândalo das Jóias
- Escândalo do Ministério das Comunicações (grande número de concessões de rádios e TVs para políticos aliados ou não ao Sarney. A concessão é em troca de cargos, votos ou apoio ao presidente)
- CPI da Corrupção (1988)
- Caso Chiarelli (Dossiê do Antônio Carlos Magalhães contra o senador Carlos Chiarelli ou "Dossiê Chiarelli") (1988)
- Caso Vale
- Caso Imbraim Abi-Ackel
- Escândalo da Administração de Orestes Quécia
- Escândalo do Contrabando das Pedras Preciosas
- Escândalo Rabo-de-Palha (Tentativa de fraude eleitoral montada pelo então Governador do Rio Grande do Norte, José Agripino Maia nas Eleições Municipais de 1985.)
Anos 90
- Escândalo da Aprovação da Lei da Privatização das Estatais
- Programa Nacional de Desestatização
- Escândalo do INSS (ou Escândalo da Previdência Social)
- Escândalo do BCCI (ou caso Sérgio Corrêa da Costa)
- Escândalo da Ceme (Central de Medicamentos)
- Escândalo da LBA
- Caso Georgina de Freitas
- Esquema PP
- Esquema PC (Caso Collor)
- Escândalo da Eletronorte
- Escândalo do FGTS
- Escândalo da Ação Social
- Escândalo do BC
- Escândalo da Merenda
- Escândalo das Estatais
- Escândalo das Comunicações
- Escândalo da Vasp
- Escândalo da Aeronáutica
- Escândalo do Fundo de Participação
- Escândalo do BB
- Centro Federal de Inteligência (Criação da CFI, primeira Medida Provisória do governo Itamar Franco para combater corrupção em todas as esferas do governo federal) (1992)
- Caso Edmundo Pinto (1992)
- Escândalo do DNOCS (Departamento Nacional de Obras contra a Seca) (ou caso Inocêncio Oliveira)
- Escândalo da IBF (Indústria Brasileira de Formulários)
- Escândalo do INAMPS (Instituto Nacional de Assistência Previdência Social)
- Irregularidades no Programa Nacional de Desestatização
- Caso Nilo Coelho
- Caso Eliseu Resende
- Caso Queiroz Galvão (em Pernambuco)
- Escândalo da Telemig (Minas Gerais)
- Jogo do Bicho (ou Caso Castor de Andrade) (no Rio de Janeiro)
- Caso Ney Maranhão
- Escândalo do Paubrasil (Paubrasil Engenharia e Montagens)
- Escândalo da Administração de Roberto Requião
- Escândalo da Cruz Vermelha Brasileira
- Caso José Carlos da Rocha Lima
- Escândalo da Colac (no Rio Grande do Sul)
- Escândalo da Fundação Padre Francisco de Assis Castro Monteiro (em Ibicuitinga, Ceará)
- Escândalo da Administração de Antônio Carlos Magalhães (Bahia)
- Escândalo da Administração de Jaime Campos (Mato Grosso)
- Escândalo da Administração de Roberto Requião (Paraná)
- Escândalo da Administração de Ottomar Pinto (em Roraima)
- Escândalo da Sudene de Pernambuco
- Escândalo da Prefeitura de Natal (no Rio Grande do Norte)
- CPI do Detran (em Santa Catarina)
- Caso Restaurante Gulliver (tentativa do governador Ronaldo Cunha Lima matar o governador antecessor Tarcísio Burity, por causa das denúncias de Irregularidades na Sudene de Paraíba)
- CPI do Pó (em Paraíba)
- Escândalo da Estacom (em Tocantins)
- Escândalo do Orçamento da União (ou Escândalo dos Anões do Orçamento ou CPI do Orçamento)
- Compra e Venda dos Mandatos dos Deputados do PSD
- CPI da TV Jovem Pan (investigações sobre a compra da emissora que deve ao governo federal) (também conhecido como Caso TV Jovem Pan)
- Caso Rubens Ricupero (também conhecido como "Escândalo das Parabólicas").
- Escândalo do Banco Econômico (ou Segundo Caso Econômico)
- Escândalo do Sivam (Primeira grave crise do governo FHC)
- Escândalo da Pasta Rosa
- Escândalo da CONAN
- Escândalo dos Gafanhotos (ou Máfia dos Gafanhotos)[1]
- Escândalo da Administração de Paulo Maluf (na cidade de São Paulo)
- Escândalo do BNDES (verbas para socorrerem ex-estatais privatizadas)
- Escândalo da Telebrás
- Caso PC Farias
- Escândalo da Compra de Votos Para Emenda da Reeleição
- Escândalo da Venda da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)
- Escândalo da Previdência
- Escândalo da Administração do PT (primeira denúncia contra o Partido dos Trabalhadores desde a fundação em 1980, feito pelo militante do partido Paulo de Tarso Venceslau)
- Escândalo dos Precatórios
- Escândalo do Banestado
- Escândalo da Encol
- Escândalo da Mesbla
- Escândalo do Banespa
- Escândalo dos Medicamentos (grande número de denúncias de remédios falsificados ou que não curaram pacientes)
- Escândalo da Desvalorização do Real
- Escândalo dos Fiscais de São Paulo (ou Máfia dos Fiscais)
- Escândalo da Mappin
- Escândalo do Banco Marka (ou Caso Salvatore Cacciola)
- Dossiê Cayman (ou Escândalo do Dossiê Cayman ou Escândalo do Dossiê Caribe)
- Escândalo dos Grampos Contra FHC e Aliados
- Escândalo do Judiciário (ou CPI do Judiciário)
- Escândalo dos Bancos
- CPI do Narcotráfico
- CPI do Crime Organizado
- Escândalo da Banda Podre (no Rio de Janeiro)
- Quebra do Monopólio do Petróleo (criação da ANP)
- Escândalo da Transbrasil
- Escândalo da Pane DDD do Sistema Telefônico Privatizado (o "Caladão")
- Escândalo dos Desvios de Verbas do TRT-SP (Caso Nicolau dos Santos Neto, o "Lalau")
- Escândalo da Administração da Roseana Sarney (no Maranhão, 1995-2002)
- Corrupção na Prefeitura de São Paulo (ou Caso Celso Pitta, 1997-2000)
- Escândalo da Sudam
- Escândalo da Sudene
- Escândalo do Banpará
- Escândalo da Administração de Mão Santa (no Piauí, 1999-2001)
- Acidentes Ambientais da Petrobrás
- Abuso de Medidas Provisórias (5.491)
- Escândalo do Abafamento das CPIs no Governo do FHC
- Escândalo de Corrupção dos Ministros no Governo FHC
- CPI do Banestado
- Escândalo do Proer
- Caso Marka/FonteCindam
- Escândalo Ganhe Já (Escândalo fiscal ocorrido no 2o Governo de José Agripino Maia1991-1994.)
- Quebras do BANDERN e do BDRN (Quebras e má-gestão de bancos estatais do Rio Grande do Norte ocorridas no 2o Governo de José Agripino Maia1991-1994.)
Década de 2000
Este artigo ou seção é sobre um evento atual.
A informação apresentada pode mudar rapidamente. domingo, 15 de março de 2009
- Caso Luís Estêvão
- Escândalo da Quebra do Sigilo do Painel do Senado (envolvendo os presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães e Jader Barbalho)
- Escândalos no Senado em 2001
- Caso Toninho do PT
- Caso Celso Daniel
- Caso Lunus (ou Caso Roseana Sarney)
- Operação Anaconda
- Caso José Eduardo Dutra
- Escândalo do Propinoduto
- Escândalo do Valerioduto
- CPI da Pirataria
- Escândalo dos Bingos(ou Caso Waldomiro Diniz)
- Caso Luiz Augusto Candiota
- Caso Cássio Caseb
- Caso Kroll
- Escândalo dos Vampiros
- Irregularidades na Bolsa-Família
- Escândalo dos Correios (Também conhecido como Caso Maurício Marinho)
- Escândalo do IRB
- Escândalo da Novadata
- Escândalo da Usina de Itaipu ou Operação Castores
- Escândalo das Furnas
- Escândalo do Mensalão
- Escândalo do Leão & Leão
- Escândalo da Secom
- Escândalo do Brasil Telecom (também conhecido como Escândalo do Portugal Telecom ou Escândalo da Itália Telecom)
- Escândalo da CPEM
- Mensalão Tucano
- Escândalo dos Dólares na Cueca
- Escândalo do Banco Santos
- Escândalo Daniel Dantas - Grupo Opportunity (ou Caso Daniel Dantas)
- Escândalo do Banco BMG (Empréstimos para aposentados)
- Escândalo dos Fundos de Pensão
- Escândalo dos Grampos na Abin
- Escândalo do Foro de São Paulo
- Escândalo do Mensalinho
- Caso Toninho Barcelona
- Doação de Roupas da Lu Alckmin (esposa do Geraldo Alckimin)
- Escândalo da Nossa Caixa
- Escândalo da Quebra do Sigilo Bancário do Caseiro Francenildo (Também conhecido como Caso Francenildo Santos Costa)
- Escândalo das Cartilhas do PT
- 69 CPIs Abafadas pelo Geraldo Alckmin (em São Paulo)
- Escândalo dos Gastos de Combustíveis dos Deputados
- Escândalo das Sanguessugas (Inicialmente conhecida como Operação Sanguessuga e Escândalo das Ambulâncias)
- Operação Confraria
- Operação Dominó
- Operação Saúva
- Escândalo do Vazamento de Informações da Operação Mão-de-Obra
- Mensalinho nas Prefeituras do Estado de São Paulo
- Escândalo do Dossiê
- Escândalo da Renascer em Cristo
- Operação Testamento
- CPI da Crise Aérea (Senado Federal e Câmara dos Deputados)
- Operação Hurricane (também conhecida Operação Furacão)
- Operação Octopus
- Operação Navalha
- Operação Carranca[carece de fontes?]
- Operação Xeque-Mate
- Operação Moeda Verde
- Caso Renan Calheiros
- Escândalo das Concessões (Concessões de Emissoras de Rádio e TV no Caso Renan Calheiros}
- Operação Sétimo Céu
- Operação Hurricane II (também conhecida Operação Furacão II)
- Caso Joaquim Roriz (ou Operação Aquarela)
- Operação Babilônia
- Operação Firula
- Escândalo do Corinthians (ou caso MSI)
- Caso de Fraudes em Exames da OAB
- Operação Águas Profundas (também conhecida como Caso Petrobras)
- Caso Cássio Cunha Lima (em Paraíba)
- Operação Nove
- CPI da Pedofilia
- Escândalo dos cartões corporativos
- Escândalo da Bancoop
- Esquema de desvio de verbas no BNDES
- Máfia das CNH's (Fraudes no DETRAN de São Paulo)
- Caso Álvaro Lins, no Rio de Janeiro
- Operação Satiagraha Prisão de Daniel Dantas
- Dossiê Revista VEJA
- Crise Ética da Imprensa Potiguar (Atingiu seu auge nas eleições municipais de 2008)
- O controle da mídia por políticos (corriqueira violação da CF, que proíbe políticos de serem detentores de concessões públicas de rádio e TV)
- Operação Selo
- Operação Deja Vu
Desconhecidos (1964-1994)
Este artigo ou secção não cita as suas fontes ou referências. Ajude a melhorar este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto ou em notas de rodapé.
Obs: escândalos do Regime Militar e pré-era FHC/Lula, a serem ainda analisados e datados aqui:
- Ferrovia do Aço
- Transamazônica
- Projeto Jaíba
- Projeto Carajás
- Serra do Navio
- Doação de terras amazônicas a multinacionais
- Projeto Jari
- Hidrelétrica de Balbina
- Usinas nucleares em Angra - Projeto Nuclebrás
- Reserva do Mercado de Informática
- Esquema ACM-Globo-NEC
- Esquema Globo-Grupo Time Life (1965 ou 1968?)
- Hidrelétrica de Tucuruí
- Projeto Alcan-Alcoa no Maranhão.
Referências
- ↑ ["Folha Online"]. Envolvidos no escândalo dos gafanhotos são acusados de crime tributário. Página visitada em 26 de Novembro de 2007.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_esc%C3%A2ndalos_pol%C3%ADticos_no_Brasil"
Corrupção no Brasil - Wikipédia
Em seu respeitado relatório anual Assuntos de Governança, que vem sendo publicado desde 1996, o Banco Mundial assinala uma curva descendente no índice que mede a eficiência no combate à corrupção no Brasil. O índice, que avalia 212 países e territórios, registra queda contínua da situação brasileira desde 2003, tendo atingido seu pior nível em 2006, quando atingiu a marca de 47,1 numa escala de 0 a 100 (sendo 100 a avaliação mais positiva). Mesmo se comparado a outros países da América Latina, o Brasil ficou numa posição desconfortável: Chile, Costa Rica e Uruguai obtiveram nota 89,8.[1]
O índice do Banco Mundial mede a percepção dominante entre ONGs e agências internacionais de análise de risco, sobre a corrupção vigente num determinado país [2]. Por isso alguns questionam a influência no índice de uma maior atuação fiscalizadora da imprensa e dos órgãos policiais, em especial a Polícia Federal, que desde 2003 realizou mais de 300 operações.[3]
Por parte da sociedade civil, instituições como a Transparência Brasil fazem o seu papel de denunciar e combater as manifestações de corrupção.[4]
Um dos principais problemas que dificultam o combate à corrupção é a cultura de impunidade ainda vigente no país. A justiça é lenta e aqueles que podem pagar bons advogados dificilmente passam muito tempo na cadeia. Em estudo divulgado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), foi revelado que entre 1988 e 2007 (18 anos), nenhum agente político foi condenado pelo STF. Durante este período, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou apenas cinco autoridades.[5] Segundo o ministro da Justiça, Tarso Genro, "a demora no processo está vinculada à natureza contenciosa, que assegura direitos para as partes de moverem até o último recurso."[6]
Um outro instrumento eficaz no combate à corrupção é a transparência. Conforme indica o economista Marcos Fernandes da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo, "para combater a corrupção, é preciso ter políticas de longo prazo, preventivas, é preciso fazer uma reforma administrativa(...). Disseminar a bolsa eletrônica de compras, informatizar os processos de gestão, permitir que o cidadão fiscalize a execução orçamentária on-line".[4]
Referências
- ↑ Tabelas Básicas. Em Banco Mundial. Acessado em 20 de julho de 2007.
- ↑ Ex-ministro da CGU qualifica de 'ridículo' estudo do Banco Mundial sobre corrupção. Em Jornal O Dia. 16 de julho de 2007.
- ↑ Wálter Nunes (18 de março de 2008). Por que o Brasil pode vencer a corrupção. Revista Época. Página visitada em 26 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 NUNES, Wálter e LEITÃO, Matheus. (2007). O Brasil está mais corrupto?. "Revista Época". 16 de julho de 2007. P.41.
- ↑ AMB-Estudo sobre a Corrupção no Brasil. Acessado em 20 de julho de 2007.
- ↑ STF não condena agentes públicos há 18 anos, diz AMB por Soraia Costa. Em Congresso em Foco. Acessado em 20 de julho de 2007.
Ver também
Ligações externas
- Transparência Brasil. Visitado em 18 de novembro de 2007.
Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrup%C3%A7%C3%A3o_no_Brasil"
A lista dos países mais corruptos em 2007, segundo a Transparência Internacional - O Globo Online
Publicada em 06/12/2007 às 14h03mReuters
BERLIM - Veja a lista dos países mais e menos corruptos, segundo o relatório 'Barômetro da Corrupção Global 2007', divulgado nesta quinta-feira pela entidade Transparência Internacional.
OS MAIS CORRUPTOS - com mais de 30% dos entrevistados afirmando que pagaram propinas no último ano:
- Camarões (79%)
- Camboja (72%)
- Albânia (71%)
- Kosovo (67%)
- Macedônia (44%)
- Paquistão (44%)
- Nigéria (40%)
- Senegal (38%)
- Romênia (33%)
- Filipinas (32%)
OS MENOS CORRUPTOS - com menos de 3% dos entrevistados afirmando que pagaram propinas no último ano:
- Dinamarca (2%)
- Holanda (2%)
- Áustria (1%)
- Canadá (1%)
- França (1%)
- Islândia (1%)
- Japão (1%)
- Coréia do Sul (1%)
- Suécia (1%)
- Suíça (1%)"
Corrupção - Conceito
A palavra corrupção deriva do latim corruptus que, numa primeira acepção, significa quebrado em pedaços e numa segunda acepção, apodrecido, pútrido. Por conseguinte, o verbo corromper significa tornar pútrido, podre.
Numa definição ampla, corrupção política significa o uso ilegal - por parte de governantes, funcionários públicos e agentes privados - do poder político e financeiro de organismos ou agências governamentais com o objetivo de transferir renda pública ou privada de maneira criminosa para determinados indivíduos ou grupos de indivíduos ligados por quaisquer laços de interesse comum – como, por exemplo, negócios, localidade de moradia, etnia ou de fé religiosa.
Em todas as sociedades humanas existem pessoas que agem segundo as leis e normas reconhecidas como legais do ponto de vista constitucional. No entanto, também existem pessoas que não reconhecem e desrespeitam essas leis e normas para obter benefício pessoal. Essas pessoas são conhecidas sob o nome comum de criminosos. No crime de corrupção política, os criminosos – ao invés de assassinatos, roubos e furtos - utilizam posições de poder estabelecidas no jogo político normal da sociedade para realizar atos ilegais contra a sociedade como um todo. O uso de um cargo para estes fins é também conhecido como tráfico de influência.
A corrupção ocorre não só através de crimes subsidiários como, por exemplo, os crimes de suborno (para o acesso ilegal ao dinheiro cobrado como impostos, taxas e tributos) e do nepotismo (nomeação de parentes e amigos aos cargos de administração pública). O ato de um político se beneficiar de fundos públicos de uma maneira outra que a não prescrita em lei – isto é, através de seus salários - também é corrupção.
Todos os governos são afetados por crimes de corrupção, desde uma simples obtenção e doação de favores como acesso privilegiado a bens ou serviços públicos em troca de amizade até o pagamento superfaturado de obras e serviços públicos para empresas privadas em troca do retorno de um percentual do pagamento para o governante ou para o funcionário público (seja ele ou não seja ele uma figura preposta do governante) que determina o pagamento.
O ato considerado crime de corrupção e o ato não considerado crime de corrupção podem variar em função das leis existentes e, portanto, depende do país em análise. Por exemplo, obter ajuda financeira de empresários para uma campanha política é um ato criminoso em países em que todos os valores gastos nas eleições necessariamente têm de vir de fundos públicos (de maneira a que grupos políticos mais ricos não possam fazer valer a sua riqueza para o convencimento dos eleitores em favor de suas teses). Em outros países, este ato de doação financeira pode ser considerado totalmente legal (como ocorre nos Estados Unidos).
A corrupção política implica que as leis e as políticas de governo são usadas para beneficiar os agentes econômicos corruptos (os que dão e os que recebem propinas) e não a população do país como um todo. A corrupção provoca distorções econômicas no setor público direcionando o investimento de áreas básicas como a educação, saúde e segurança para projetos em áreas em que as propinas e comissões são maiores, como a criação de estradas e usinas hidroelétricas. Além disso, a necessidade de esconder os negócios corruptos leva os agentes privados e públicos a aumentar a complexidade técnica desses projetos e, com isso, seu custo. Isto distorce ainda mais os investimentos. Por esta razão, a qualidade dos serviços governamentais e da infraestrutura diminui. Em contrapartida, a corrupção aumenta as pressões sobre o orçamento do governo. Em seguida, esta pressão se reflete sobre a sociedade com o aumento dos níveis de cobrança de impostos, taxas e tributos. [Wikipédia]

