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sábado, 22 de agosto de 2009

Senado decide manter 45 contratados por ato secreto

deu na folha de s.paulo

Senado decide manter 45 contratados por ato secreto

Sobrinha de Sarney, filha de Silas Rondeau e parente de Edison Lobão vão ficar nos cargos

Servidores tiveram que provar que a nomeação foi solicitada pelo senador ou chefe direto e que atuaram no período da contratação

Quarenta e cinco pessoas nomeadas por atos secretos no Senado tiveram ontem seus cargos oficialmente mantidos pelo novo diretor-geral da Casa, Haroldo Tajra. Entre os beneficiados, está Maria do Carmo de Castro Maciera, que é sobrinha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Também tiveram seus cargos confirmados Natalie Rondeau, filha do ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau, e Renato Lobão Ferreira, parente distante do atual ministro da pasta Edison Lobão (PMDB-MA). Tanto Rondeau como Lobão são aliados políticos de Sarney.

A nomeação secreta de Maria do Carmo de Castro Macieira foi revelada pela Folha em 15 de junho. Ela é sobrinha de Sarney por parte da mulher dele, Marly Macieira Sarney.

Maria do Carmo trabalha no gabinete do senador Mauro Fecury (PMDB-MA), que assumiu a vaga deixada por Roseana Sarney (PMDB), quando ela assumiu o governo do Maranhão no lugar de Jackson Lago (PDT), em abril.

No início de agosto, ao se defender no plenário da Casa das acusações de contratação de parentes por atos secretos, Sarney negou relação com Maria do Carmo. "Eu confesso que não sei quem é. Tem o nome de Macieira, mas também não sei quem é", disse.

No começo deste mês, Tajra anunciou que a Diretoria Geral havia identificado 79 pessoas nomeadas por atos secretos que ainda estavam em atividade na Casa. Assinante do jornal leia mais em: Senado decide manter 45 contratados por ato secreto

Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos

deu na folha de s.paulo
Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos

Sócia de neta do presidente do Senado afirma ter recebido avisos de servidores dele nas duas vezes em que foi nomeada

Zenicéia Silva de Assis diz que, devido a problemas financeiros, pediu emprego ao filho do senador, mas nunca assumiu os cargos

De Hudson Corrêa e Leonardo Souza:

Sócia de uma das netas do senador José Sarney (PMDB-AP), Zenicéia Silva de Assis, 41, foi nomeada duas vezes para cargos no Senado por meio de atos secretos. Questionada pela Folha, que obteve cópia desses documentos, a empresária contou que havia pedido emprego a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, e que foi avisada das duas nomeações por servidores que trabalham no gabinete de Sarney.

O caso de Zenicéia é o primeiro a ligar diretamente o gabinete de Sarney aos atos secretos. Nos anteriores, ou não havia provas de ligação com Sarney ou este dizia que as contratações, mesmo que beneficiassem seus parentes, tinham acontecido sem seu conhecimento e eram de responsabilidade de terceiros, notadamente o ex-diretor-geral Agaciel Maia. Foi o argumento, por exemplo, usado por ele para se eximir de culpa pela nomeação do namorado de outra neta.

"Os assessores do presidente Sarney me avisaram das nomeações", disse Zenicéia. E deu os nomes: Francisco Lima Júnior (chefe de gabinete do senador), Maria Vandira Peixoto (secretária), Wanderley Ferreira de Azevedo (ajudante de ordem) e Aluísio Guimarães (segurança até abril).

"Quando eu me encontrava com o Fernando [Sarney] e com a Adriana [neta do senador], falava: poxa, me ajuda, arruma alguma coisa para eu fazer. Sempre pedia: se aparecer uma vaga, me arruma", disse. A revelação da existência de nomeações por atos secretos que tinham o conhecimento do gabinete de Sarney pode reacender a crise no Senado.

Anteontem, graças a uma manobra que contou com o apoio do presidente Lula e os votos do PT, todas as acusações contra o senador foram engavetadas pelo Conselho de Ética. Sarney falou que a situação estava "normalizada" e que "ultrapassamos uma fase". Assinante do jornal leia mais em: Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos

Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos

deu na folha de s.paulo
Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos

Sócia de neta do presidente do Senado afirma ter recebido avisos de servidores dele nas duas vezes em que foi nomeada

Zenicéia Silva de Assis diz que, devido a problemas financeiros, pediu emprego ao filho do senador, mas nunca assumiu os cargos

De Hudson Corrêa e Leonardo Souza:

Sócia de uma das netas do senador José Sarney (PMDB-AP), Zenicéia Silva de Assis, 41, foi nomeada duas vezes para cargos no Senado por meio de atos secretos. Questionada pela Folha, que obteve cópia desses documentos, a empresária contou que havia pedido emprego a Fernando Sarney, filho do presidente do Senado, e que foi avisada das duas nomeações por servidores que trabalham no gabinete de Sarney.

O caso de Zenicéia é o primeiro a ligar diretamente o gabinete de Sarney aos atos secretos. Nos anteriores, ou não havia provas de ligação com Sarney ou este dizia que as contratações, mesmo que beneficiassem seus parentes, tinham acontecido sem seu conhecimento e eram de responsabilidade de terceiros, notadamente o ex-diretor-geral Agaciel Maia. Foi o argumento, por exemplo, usado por ele para se eximir de culpa pela nomeação do namorado de outra neta.

"Os assessores do presidente Sarney me avisaram das nomeações", disse Zenicéia. E deu os nomes: Francisco Lima Júnior (chefe de gabinete do senador), Maria Vandira Peixoto (secretária), Wanderley Ferreira de Azevedo (ajudante de ordem) e Aluísio Guimarães (segurança até abril).

"Quando eu me encontrava com o Fernando [Sarney] e com a Adriana [neta do senador], falava: poxa, me ajuda, arruma alguma coisa para eu fazer. Sempre pedia: se aparecer uma vaga, me arruma", disse. A revelação da existência de nomeações por atos secretos que tinham o conhecimento do gabinete de Sarney pode reacender a crise no Senado.

Anteontem, graças a uma manobra que contou com o apoio do presidente Lula e os votos do PT, todas as acusações contra o senador foram engavetadas pelo Conselho de Ética. Sarney falou que a situação estava "normalizada" e que "ultrapassamos uma fase". Assinante do jornal leia mais em: Nomeações ligam gabinete de Sarney aos atos secretos