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sábado, 22 de agosto de 2009

O obaminável homem de Mombasa e seu elo com Chávez

O obaminável homem de Mombasa e seu elo com Chávez

Heitor De Paola | 20 Agosto 2009
Internacional - América Latina

Ayers e sua mulher foram convidados para dar palestras em "universidades e centros culturais". Num anúncio oficial do governo venezuelano Ayers é apresentado como "um líder do grupo revolucionário e anti-imperialista Weather Underground que levou a luta armada ao coração do Império".

ObamaChavez

Devido às notícias aqui divulgadas nos últimos dois dias eu estava por escrever sobre o insistente apoio ao delinqüente terrorista "Mel" Zelaya, por parte de Barack Hussein, o Obaminável, e outros líderes como Lula, Kirchner, Ortega et caterva. As evidências de que Mel é o comandante das arruaças em Honduras e Nicarágua, as quais sempre existiram, abundaram ontem e hoje. A conexão com as maras, abordadas no último editorial tornou-se evidente pelo grau de violência que vem escalando em ambos os países. Qualquer raciocínio superficial leva a perguntar: se é tão evidente, porque os líderes mundiais apoiam tão insistentemente Mel? Chávez, Correa, Lula e o próprio Mel deram a pista: a próxima cartada só pode ser de Barack Hussein. Sem ele nada feito! Zelaya permanecerá como uma alma penando pelo mundo até sumir no esquecimento. E a cartada deverá ser muito dura: corte de toda ajuda - o que ainda não ocorreu - ameaças militares, carta branca a uma ação militar da Venezuela e sabe-se lá quê mais!

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Uma Nova Ordem Mundial

Uma Nova Ordem Mundial

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Maria Lucia Barbosa

Os Estados Unidos emergiram para o mundo sob a divisa virgiliana: Novus OrdoSeculorum. Era a idéia de uma nova ordem que traduzisse uma idade de ouro e os norte-americanos se propunham a construir uma sociedade democrática, liberal, onde predominasse a igualdade de oportunidades.

Nas colônias inglesas entranhava-se com força o pensamento liberal de John Locke, no qual se destacam os direitos humanos traduzidos nos direitos naturais a que todos deviam ter acesso: a vida, a liberdade, a possibilidade de se alcançar a felicidade. Coroando a influência do liberalismo a importância da lei sintetizada na máxima de Locke: “onde a lei acaba começa a tirania”.

O extraordinário progresso que foi sendo conquistado pelos Estados Unidos desde o início perturbou terrivelmente os latinos. E no final do século XIX, princípio do século XX, segundo Carlos Rangel em sua obra Do Bom Selvagem ao Bom Revolucionário, “as classes dirigentes latino-americanas foram levadas a formular explicações ou a procurar desculpas para o fracasso de suas sociedades em comparação com a sociedade norte-americana”.

Desde então a justificação para nossas frustrações, nosso populismo, nossa incompetência, nossa corrupção, nossas sociedades desiguais repousam numa afirmação simplista baseada em nítido escapismo: a culpa de tudo é do imperialismo norte-americano.

Em 1992, Francis Fukuyama agitou o mundo acadêmico ao reapresentar a idéia do fim da história, que teria como processo evolutivo final a democracia liberal. Entenda-se por democracia liberal o sistema onde prevalecem as liberdades civis - como a liberdade de expressão, de religião, de associação, de mercado, etc. - as eleições livres, o multipartidarismo. Era a contraposição à teoria marxista, segundo a qual o fim da história seria o triunfo do comunismo.

Recorde-se que na etapa anterior prevista por Marx, o socialismo, quando posta em prática exibiu o avesso da democracia liberal, ou seja: anulação da vida individual, nenhuma liberdade, banimento da democracia, impossibilidade de se alcançar a felicidade num sistema onde a tirania estatal e do partido único desrespeitaram completamente os direitos humanos.
Acredito que tanto Fukuyama quanto Marx, ao retomar cada um à sua maneira a idéia do fim da história originária de Hegel se equivocaram porque na verdade a história evolui em ciclos que alteram períodos de maior progresso aliado à liberdade e etapas em que prevalece o atraso vinculado ao despotismo.

No momento certos fatos indicam que uma nova ordem pode estar se esboçando e com ela a emergência de um novo governo mundial ou potência hegemônica, que congregue forças assemelhadas e submeta aquelas que não forem convergentes com seus interesses.

E se governos invisíveis tramam no segredo de seus bastidores as redes do poder capazes de manipular a quase totalidade do rebanho humano, alguns acontecimentos e seus desdobramentos estão bem visíveis e alertam para futuras mudanças que, naturalmente, não se darão em curto prazo. Examinemos, então, primeiramente o que ocorre na América Latina:

Na América Latina emerge com mais força o Foro de São Paulo, aglomerado de partidos de esquerda, narcoguerrilheiros, terroristas. Esta entidade que teve entre seus fundadores Lula da Silva é freqüentada por assessores influentes do presidente como Marco Aurélio Garcia, o chanceler de fato, quem realmente comanda nossa política externa.

O fortalecimento do Foro de São Paulo foi favorecido pela ascensão do despótico Hugo Chávez, que ao mudar a Constituição da Venezuela depois de dominar o Legislativo e o Judiciário com o fito de perpetuar-se no poder, ensinou o caminho da falsa democracia aos seus seguidores e simpatizantes. Chávez tem exercido influência cada vez maior na América Latina e os que não o acompanham sofrem consequências.

Assim, o venezuelano arma as Farc para destruir o poder de Uribe na Colômbia e prega o aniquilamento da resistência na pequena e valente Honduras, que expulsou outro seguidor seu, o presidente deposto, Manuel Zelaya, que estava prestes a seguir os métodos chavistas de perpetuação no poder em flagrante desrespeito à Constituição de seu país. O Brasil, que devia ser o líder regional, acompanha Chávez e entrega vergonhosamente o que é nosso para compadres vizinhos, além de se associar ao que há de pior no mundo.

Nos Estados Unidos, o vitorioso Barack Hussein Obama, saudado em todo o planeta como o cara que salvaria o mundo da crise econômica, levanta por suas atitudes populistas e pela complacência com certos governos, dúvidas sobre a continuidade da ordem mundial que privilegiou a democracia e o liberalismo. Já se fala no G2, ou seja, Estados Unidos e China e muitos profetizam que a China será a futura potência mundial.

Em Jerusalém, onde houve protestos contra a política de Obama que se opõe a construção de assentamentos em Jerusalém oriental, disse o rabino Eliezer Waldman: “Esteja atento, Obama!. Esta audácia irá acarretar a queda da liderança americana”.
Será que a queda está programada? Será que já começou? Em todo caso, a serem mantidas as características do momento a nova ordem mundial que delas se esboça não parece nada agradável para se viver.

Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.