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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Opinião sobre nossos governantes

 Por Olavo de Carvalho 

Desafio o governo Lula e seus 60 intelectuaizinhos de estimação, os partidos de esquerda, o dr. Baltasar Garzón e todos os camelôs de direitos humanos a provar que qualquer das afirmações seguintes não corresponde aos fatos:

Texto completo

1. Todos os militantes de esquerda mortos pela repressão à guerrilha eram pessoas envolvidas de algum modo na luta armada. Entre as vítimas do terrorismo, ao contrário, houve civis inocentes, que nada tinham a ver com a encrenca.
2. Mesmo depois de subir na vida e tomar o governo, tornando-se poderosos e não raro milionários, os terroristas jamais esboçaram um pedido de perdão aos familiares dessas vítimas, muito menos tentaram lhes dar alguma compensação moral ou material. Nada, absolutamente nada, sugere que algum dia tenham sequer pensado nessas pessoas como seres humanos; no máximo, como detalhes irrisórios da grande epopéia revolucionária. Em contrapartida, querem que a opinião pública se comova até às lágrimas com o mal sobrevindo a eles próprios em retaliação pelos seus crimes, como se a violência sofrida em resposta à violência fosse coisa mais absurda e chocante do que a morte vinda do nada, sem motivo nem razão.
3. Bradam diariamente contra o crime de tortura, como se não soubessem que aprisionar à força um não-combatente e mantê-lo em cárcere privado sob constante ameaça de morte é um ato de tortura, ainda mais grave, pelo terror inesperado com que surpreende a vítima, do que cobrir de pancadas um combatente preso que ao menos sabe por que está apanhando. Contrariando a lógica, o senso comum, os Dez Mandamentos e toda a jurisprudência universal, acham que explodir pessoas a esmo é menos criminoso do que maltratar quem as explodiu.
4. Mesmo sabendo que mataram dezenas de inocentes, jamais se arrependeram de seus crimes. O máximo de nobreza que alcançam é admitir que a época não está propícia para cometê-los de novo – e esperam que esta confissão de oportunismo tático seja aceita como prova de seus sentimentos pacíficos e humanitários.
5. Consideram-se heróis, mas nunca explicaram o que pode haver de especialmente heróico em ocultar uma bomba-relógio sob um banco de aeroporto, em aterrorizar funcionárias de banco esfregando-lhes uma metralhadora na cara, em armar tocaia para matar um homem desarmado diante da mulher e do filho ou em esmigalhar a coronhadas a cabeça de um prisioneiro amarrado – sendo estes somente alguns dos seus feitos presumidamente gloriosos.
6. Dizem que lutavam pela democracia, mas nunca explicaram como poderiam criá-la com a ajuda da ditadura mais sangrenta do continente, nem por que essa ditadura estaria tão ansiosa em dar aos habitantes de uma terra estrangeira a liberdade que ela negava tão completamente aos cidadãos do seu próprio país.
7. Sabem perfeitamente que, para cada um dos seus que morria nas mãos da polícia brasileira, pelo menos 300 eram mortos no mesmo instante pela ditadura que armava e financiava a sua maldita guerrilha. Mas nunca mostraram uma só gota de sentimento de culpa ante o preço que sua pretensa luta pela liberdade custou aos prisioneiros políticos cubanos.
Desses sete fatos decorrem algumas conclusões incontornáveis. Esses homens têm uma idéia errada, tanto dos seus próprios méritos quanto da insignificância alheia. Acham que surrar assassinos é crime hediondo, mas matar transeuntes é inócuo acidente de percurso (e recusam-se, é claro, a aplicar o mesmo atenuante às mortes de civis em tempo de guerra, se as bombas são americanas). São hipersensíveis às suas próprias dores, mesmo quando desejaram o risco de sofrê-las, e indiferentes à dor de quem jamais a procurou nem mereceu. Procedem, em suma, como se tivessem o monopólio não só da dignidade humana, mas do direito à compaixão. Qualquer tratado de psiquiatria forense lhes mostrará que esse modo de sentir é característico de criminosos sociopatas, ególatras e sem consciência moral. Não tenham ilusões. É esse tipo de gente que governa o Brasil de hoje.

sábado, 22 de agosto de 2009

O passado e o presente de uma assaltante de cofres

O passado e o presente de uma assaltante de cofres
Autor: Redação

Como nossos políticos seguiram os passos da companheira Estella 

A guerrilheira Estella, em 1969 é hoje...Nos tempos da ditadura militar, um dos personagens mais temidos e perigosos da guerrilha era a subversiva conhecida como companheira Estella, líder do MR Colina, responsável pela tentativa de seqüestro do embaixador alemão e pelo planejamento e execução daquele que seria o mais rentável golpe da luta armada em todo o mundo: o roubo do cofre de Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo.
O crime foi cometido pela Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares (VAR-Palmares), resultado da fusão da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) do capitão Carlos Lamarca com o Movimento Revolucionário Colina, do qual a companheira Estella era líder.
Onze dias depois da fusão, em julho de 1969, 13 guerrilheiros da VAR-Palmares roubaram o cofre de 200 kg de uma casa no bairro carioca de Santa Tereza, onde vivia a amante de Adhemar de Barros. Os guerrilheiros sacaram do cofrinho do Ademar US$ 2,6 milhões de dólares. Apesar de pregarem a unidade revolucionária e empregarem os recursos do terrorismo na mesma campanha, o dinheiro do cofre não apareceu. Pergunta-se até hoje “Onde foi parar o dinheiro?” Eis um dos mistérios insondáveis daquela época que produziu tantos “heróis” e “heroínas” da esquerda. 
A guerrilheira Estella tinha como companheiro de ideal revolucionário o ex-ministro José Dirceu, que após sua prisão pelos Militares do Regime, foi para Cuba, onde recebeu treinamento de guerrilha urbana e mudou a fisionomia, antes de voltar clandestinamente ao Brasil. Estella permaneceu escondida, após negociar a prisão de Lamarca.
a Ministra Dilma Rousseff, da Casa CivilCuriosamente, os dois personagens assumiram o primeiro escalão do governo Lula. Dirceu todos já conhecem muito bem. Envolveu-se em esquemas de corrupção e acabou cassado. Estella, ou melhor, a Ministra das Minas e Energias (setor dos mais estratégicos do governo) Dilma Rousseff, ganha ainda mais poder e passa a mandar na Casa Civil, ganhando o apoio de Lula e pleiteia a cadeira de presidente da República, caso o terceiro mandato não caia nas graças do Congresso ou dos militares.
Mulher de fala pausada, mãos gesticuladoras, olhar austero e um passado sinistro e misterioso, Dilma está sendo apresentada como a “mãe do PAC” (Pão, Água e Circo), mas seu passado nas fileiras da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares revela uma militância armada muito mais ativa e importante para a esquerda subversiva doa anos 1960.
Dilma, ao contrário de José Dirceu, pegou em armas e liderou a guerrilha urbana no Brasil. Com o roubo do cofre de Adhemar de Barros, na tarde de 18 de junho de 1969, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro, realizou o maior golpe da história do terrorismo mundial, segundo conta o jornalista Elio Gaspari, em seu livro “A Ditadura Escancarada”. Naquela tarde, a bordo de três veículos, um grupo formado por onze homens e duas mulheres chegou à mansão do irmão de Ana Capriglioni, amante do governador Adhemar. Após renderem os empregados, cortaram as linhas telefônicas e roubaram o cofre de 350 quilos. A ação durou 28 minutos e foi coordenada por Dilma Rousseff e seu marido Carlos Franklin Paixão de Araújo. Sua participação na linha de frente era muito rara. Ela tinha tanta informação, que sua prisão colocaria em risco toda a organização. Segundo o ex-guerrilheiro Darcy Rodrigues, Dilma passava as orientações do comando nacional e indicava o tipo de armamento que deveria ser usado nas ações criminosas e informar onde poderia ser roubado, a exemplo do roubo praticado pelo grupo do capitão Carlos Lamarca, em Osasco (SP), quando levaram o carregamento de fuzis de um quartel do Exército. Naquele mesmo ano (69) Dilma coordenou mais três ações de roubo de armas em unidades do Exército, no Rio de Janeiro. Durante o famoso encontro da cúpula da VAR-Palmares, realizado em Teresópolis, no mês de setembro de 1969, Dilma Rousseff polemizou duramente com Carlos Lamarca, o maior mito da esquerda guerrilheira. Lamarca queria intensificar a guerrilha rural e Dilma achava que a mobilização de massas nas grandes cidades deveria ser priorizada. No encontro produziu-se um racha e dos 37 presentes, apenas sete acompanharam Lamarca, agora desafeto de Dilma. Metade da fortuna do cofre de Adhemar de Barros e das armas permaneceu com Dilma Rousseff. A divergência com Carlos Lamarca não impediu Dilma de manter uma sólida amizade com a guerrilheira Iara Iavelgerg, musa da esquerda nos anos 60, com quem Lamarca manteve um tórrido e tumultuado romance. Dilma e ela tornaram-se confidentes.
Quando foi presa, em janeiro de 1970, ganhou o superlativo de “papisa da subversão”. Condenada em três processos, Dilma passou três anos encarcerada em São Paulo, onde alega ter sido barbaramente torturada por 22 dias, mas ao sair da cadeia não tinha seqüelas e nenhum preso confirmou os suplícios da tortura nas condições relatadas por ela, no documentário “Tortura Nuca Mais”.

A atual ministra era tão temida que o Exército ordenou a transferência de um guerrilheiro Ângelo Pezzuti, preso em Belo Horizonte, temendo que Dilma conseguisse montar uma ação armada de invasão da prisão e libertasse o companheiro.
Aos 55 anos e recentemente separada de Carlos Franklin, Dilma Rousseff em nada lembra a guerrilheira radical de trinta anos atrás, embora exiba a mesma firmeza e traços de arrogância. “Ela é uma mulher suave e determinada”, diz a jornalista Judith Patarra, autora do livro “Iara”, que conta a trajetória de Iara Iavelbeg (1944-71).
Assim como Lula, Dirceu e tantos outros integrantes do governo, que foram presos, Dilma recebe polpuda pensão dos cofres públicos e responde por uma das áreas mais estratégicas da inteligência de segurança nacional, por saber como planejar e executar operações de assalto, comandar guerrilha, entender de armamentos, seqüestros e sobreviver aos mais terríveis rituais de tortura durante semanas. Tais qualificações são predicativos para ocupar o mais alto escalão do governo do PT.
Analisando o panorama político nacional podemos entender o porquê de tantos assemelhados nos staffs do governo estadual e municipal. Quanto mais qualificações criminosas, mais aptidão para fazer parte da cúpula do governo.
Depois do cofre de Adhemar de Barros, outros crimes idênticos foram executados, apesar de não terem o mesmo objetivo político. A escola de roubos a cofres teve um capítulo recente na história de São José do Vale do Rio Preto, com o envolvimento de figuras públicas, hoje ocupantes de cargos da mais alta confiança da população. Foi no assalto a Fazenda Maruzém, no município de Bananal (SP), de propriedade de Luiz Carlos de Almeida Rodrigues Nogueira Porto, que nossos estereótipos de Dilma Rousseff se projetaram e ganharam mais prestígio popular. Os US$ 100.000 declarados pela vítima de Bananal nunca apareceram, assim como os US$ 1.300.000 carregados por Dilma, após o litígio com Lamarca. Com tanta história para ser contada, o povo brasileiro se vê enlameado nessa pocilga que os políticos transformaram a instituição.
Lula caminha em busca de um terceiro mandato, mas caso não obtenha sucesso nessa desvairada intenção, já projeta Dilma como sua sucessora, apesar do primeiro nome para sucedê-lo ser o ex-ministro José Dirceu, que permanece cassado e sem chances de assumir o comando do país.
Em São José do Vale do Rio Preto, políticos cassados também fazem planos para voltar antes do pleito municipal, outros quase cassados articulam para ampliar seus poderes e condenados da justiça se fortalecem com esquemas corruptos, em busca da permanência no poder, amparados por políticos estrangeiros cada vez mais donos da nossa cidade.
Moral da história: ou expressamos nossa vontade de cidadania e retomamos o nosso caminho da dignidade ou nos submetemos aos caprichos da vontade política e transformamos nosso voto em mero especulatório de quem nos assaltará por mais quatro anos.